Edgard, namorado de Ritinha, uma mulher bonita e simples, que trabalha como professora para sustentar suas três irmãs e a mãe louca.
Ele também sofre com as dificuldades financeiras para sustentar sua mãe, viúva de um marido que não teve dinheiro nem para o enterro. Edgard tenta se virar trabalhando como subalterno
na empresa do milionário Dr. Werneck. Peixoto, genro e empregado do Dr. Werneck, faz
a proposta indecente para Edgard casar-se com Maria Cecília, filha de seu patrão.
Dr. Werneck conta que a filha foi currada e precisa de um noivo, mesmo comprado.
Elenco
João Miguel (Edgard)
Leandra Leal (Ritinha)
Letícia Colin (Maria Cecilia)
Gracindo Junior (Werneck)
Ângela Leal (Dona Berta)
André Valli (Porteiro Osíris)
Leon Góes (Peixoto)
Ligia Cortez (Dona Lígia)
Giselle Lima (Tereza)
Alcemar Vieira (Alfredinho)
Alexandre Zachia (Coveiro)
Augusto Nascente (Amigo 02)
Beatriz Bertu (Dinorá)
Daniel Villas (Alírio)
Daniela Galli (Ana Isabel)
Edmilson Santini (Mendigo)
Gillray Coutinho (Presidente da Comissão)
Guilherme Linhares (Personal Trainer)
Iano Salomão (Amigo 01)
Lisa Fávero (Aurora)
Maria do Carmo Soares (Dona Ivete)
Mauro Salvatore (Arturzinho)
Patrícia Elizardo (Nadir)
Paulo Giardini (Fontainha)
Robson Santos (Negro 04)
Rodrigo dos Santos (Negro 02)
Rodrigo Nogueira (Bingo)
Val Perré (Negro 01)
Wanderson Brasil (Negro 03)
Curiosidades
- Terceira versão para o cinema da obra de Nelson Rodrigues.
A primeira, em 1964, de J. P. Carvalho, com Jece Valadão e
Odete Lara. A segunda versão em 1981,
Bonitinha Mas Ordinária Ou Otto Lara Rezende, de
Braz Chediak, com
Lucélia Santos,
José Wilker,
Vera Fischer no elenco.
- A única peça com final feliz em toda obra de Nelson Rodrigues, “Bonitinha, Mas Ordinária”.
- Sinopse completa:
Em “Bonitinha”, uma de suas peças antológicas, Nelson Rodrigues trabalha com a idéia da tentação que persegue o homem desde o paraíso até os dias de hoje. Uma espécie de marca constitutiva da humanidade.
“Bonitinha” é a história de um jovem chamado Edgard, namorado de Ritinha, uma mulher bonita e simples, que trabalha como professora para sustentar suas três irmãs e a mãe louca. Ele também sofre com as dificuldades financeiras para sustentar sua mãe, viúva de um marido que não teve dinheiro nem para o enterro. Edgard tenta se virar trabalhando como subalterno
na empresa do milionário Dr. Werneck.
A história começa quando Peixoto, genro e empregado do Dr. Werneck, faz a proposta indecente para Edgard casar-se com Maria Cecília, filha de seu patrão. No bar, embalado pela bebida e pelo trauma da pobreza do pai, Edgard aceita. Assume que pode ser um mau caráter.
Na casa do Dr. Werneck, ouve dele que a filha foi currada e precisa de um noivo, mesmo comprado. Edgard fica chocado com a proposta e abandona
a casa do patrão. No dia seguinte, recebe a visita de Peixoto acompanhado de Maria Cecília que lhe pede carinhosamente para reconsiderar sua decisão. Ele, então, volta à casa do Dr.Werneck que lhe entrega um cheque milionário, ao portador. Edgard tenta não receber. Diz que não é como Peixoto.
Mas o velho insiste. Quer provar que Edgard é também um “Peixoto”; diz que“No Brasil todo mundo é Peixoto!” _ um tema atualíssimo.
A partir desta cena a história gira em torno da tentação que aprisionará Edgard.
Abrir mão do seu amor puro por Ritinha, que ele saberá mais tarde tratar-se de uma prostituta disfarçada de professora, ou sacar o cheque e casar com Bonitinha, de quem ele também saberá ter pedido para ser currada, numa de suas fantasias.
A célebre frase de Otto Lara Resende, “O mineiro só é solidário no câncer”, idéia fixa de Edgard, significa que o homem somente é solidário numa
situação extremada.
E no cotidiano é um salve-se quem puder, uma luta selvagem para escapar da desgraça. É uma frase que nos remete a Dostoievisk quando escreveu:
“Se Deus não existe, tudo é permitido”.